Entrevista ao Presidente Sr. Florentino da Ponte

 “Sempre que existem eventos nesta associação, as pessoas residentes e as que saíram, juntam-se sempre em grande número.”

Florentino do Carmo da Ponte, nascido em 1937, sócio nº 1 da Associação Cultural e Desportiva da Igreja Velha e Presidente da Direcção da mesma, desde o seu inicio, diz-nos numa entrevista franca e sincera o que se tem feito pelo associativismo da terra.

 

  A Associação Cultural e Desportiva "Igreja Velha" nasceu em 1982 pelas mãos de um grupo de pessoas que sentiram a necessidade de dinamizar a cultura da terra. Como surgiu essa ideia?

Seis meses antes, entre amigos, surgiu a conversa para fazer algo pela nossa terra. Nessa data já existia um Rancho Folclórico, e partindo dessa base, avançámos para a criação da actual associação, com os objectivos: cultural, social e desportivo, integrando desde logo o Rancho Folclórico "As Papoilas".

Por outro lado este grupo de pessoas pretendeu criar um espaço, até aí inexistente, que foi unir a população num ambiente de associativismo, para o desenvolvimento de diversas actividades. 

 Conseguiram facilmente reunir pessoas suficientes para avançar com o projecto?

 

 

Sim. De uma forma geral este projecto foi transmitido à população e recebido com muito agrado. Logo de seguida foram feitos vários convívios, nas diversas localidades do Ramo da Igreja Velha, com sardinhadas, matança do porco, etc., no sentido da angariação de fundos para a aquisição do terreno da Sede e o início da sua construção.

Nestes convívios para além do apoio muito importante da população, foram recebidas várias ofertas monetárias e outras muito relevantes em materiais de construção, dando desta forma muita força a este projecto.

 

Na qualidade de presidente desde a data da fundação, nunca é demais agradecer estas iniciativas da população, empresas e entidades públicas, que em tudo contribuíram, para que este projecto fosse uma realidade.

Como é que foi feita a escolha da Direcção da Associação Cultural e Desportiva "Igreja Velha"?

A escolha da primeira direcção da Associação, foi feita na Escola Primária da Bouça, com a presença de muitos populares que elegeram a Comissão Instaladora, para a formalização da constituição da Associação e criação dos respectivos Estatutos, tendo sido as pessoas desta comissão os primeiros órgãos sociais da Associação.

Para além do incentivo desse grupo inicial de pessoas, que outros apoios tiveram a nível da autarquia e da freguesia?

Durante estes anos houve por parte da Câmara Municipal de Leiria, Junta da Freguesia de Colmeias, Governo Civil e DGAL, diversos apoios importantes para a construção do edifício sede e instalações desportivas.

No que diz respeito á população e ás empresas da região, também tem tido apoios?

Sim, e também muito importantes. Os diversos apoios dos populares, para além de monetários, traduzem-se em muitas horas de trabalho na construção do edifício sede e instalações desportivas. Por parte das empresas contámos com o apoio monetário e a oferta de muitos materiais de construção civil.

Fale-nos um pouco das actividades que actualmente desenvolvem na Associação e da forma como encara o associativismo nesta localidade?

Quanto ás actividades da nossa Associação, estas existem e com sucesso, porque a população em geral participa nos eventos culturais, sociais e desportivos que a Associação promove, dando assim a vida necessária a este espírito de associativismo. Saliento ainda o facto de vermos hoje, que os jovens se estão a juntar à associação para a promoção de eventos muito importantes e relevantes para a população.

Como presidente desde o inicio, há 27 anos, qual foi o projecto que lhe deu mais gozo realizar e porque?

Todos os projectos, com os quais pudéssemos contribuir para o desenvolvimento da nossa terra, mas inicialmente e com particular destaque, para a construção do edifício sede, que no princípio desta associação era um projecto muito ambicioso.

Se pudesse voltar atrás... havia alguma coisa que não fazia da mesma forma?

Do que foi feito e com o espírito de colaboração de todos, eu como presidente, não há nada de que me possa arrepender ou ter feito de outra forma.

Com o afastamento das pessoas para as cidades, como encara o associativismo no futuro?

Não vamos pensar nisso. Vamos pensar que devemos continuar sem baixar os braços, e manter este espírito de associativismo, porque existe uma coisa muito importante, mesmo para aqueles que saíram da terra, que são as suas raízes. Neste sentido tem sido notório que sempre que existem eventos nesta associação, as pessoas residentes e as que saíram juntam-se sempre em grande número.


Que obras gostaria de ver realizadas no futuro?

Um dos projectos que gostaria de realizar e que tem muita importância, seria um parque infantil junto ao edifício sede.

 

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